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22/11/2016

NOVEMBRO AFRO E SUAS BELEZAS




E Zumbi dos Palmares que nasceu livre, mas com seis anos foi capturado como se fosse um "animal" e entregue as autoridades portuguesas. Tentaram "adestrar" o negro eliminando sua cultura e impondo a cultura da igreja: sacramentos, aprendizado do português e do latim, mas não adiantou Zumbi voltou às suas origens. Lutou, mas acbou morto com a cabeça cortada.Em 14 de março de 1696 o governador de Pernambuco Caetano de Melo e Castro escreveu ao Rei: "Determinei que pusessem sua cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares."




Ser negro é assumir não só a cor da pele e o cabelo black, mas lutar contra as injustiças sociais. Estamos ampliando conceitos sobre ancestralidade, família, origem, lugar, cidade, bairro, rua. Mas estamos 


Ampliamos repertório na Oficina de Artes sobre descendentes, ascendentes, ancestralidade, deuses de origem africana e as reconfigurações afro-brasileiras. O Que é sincretismo e quais as diferenças de santos e orixás. O trabalho é moroso, com muitas duvidas, entraves, discriminações, discursos errôneos que atrapalham o adolescente no reconhecimento de sua beleza. De suas origens. 







Os trezentos anos da história da escravidão do negro no Brasil, atestam acima de tudo, a resistência, a organização dos negros. A cultura africana sobreviveu para o negro através de sua crença, de sua religião. O que se acredita, se deseja, é mais forte do que o que se vive, sempre que há uma situação limite. A religião, sua organização em terreiros (roças), foi como muito já se escreveu, a resistência negra. Resistiu-se por haver organização. A organização consigo mesmo. Cada negro tinha, ou sabia que seu avô teve, um farol, um guia, um orixá protetor.

 

"Aprendemos um pouco que Xango é o Orixá da justiça, da palavra correta. Que Ogun é a ordem na cidade, nas organizações civilizatórias, que Oxum faz a formação dos fetos e de um bom parto, Iemanjá e Oxalá são os anciãos que todos da comunidade respeita, ouvem e admiram. Assim os conto de origem africanas, assim como os adinkras revelam por traz do universo lúdico, parábolas e sabedoria popular. Passada de pai para filho: do mais velho para o mais novo - do Egbomi (sábio) para o Aburo (noviço)". (André Mustafá)




"Ser arte-educador, me torna mais leve, mais compreensivo, vejo e observo o mundo com um olhar mais cuidadoso sobre o outro. Sobre a cidade e principalmente os ditos "invisíveis", os marginalizados, pedintes... Ser arte-educador no trabalho não inicia quando entro no Abrigo e finaliza quando saio à noite Dele... nosso trabalho é uma reflexão constante, diária, interminável e incansável sobre como podemos valorizar nossos momentos juntos. O que podemos apreender e aprender juntos. Acho que uma das coisas que venho exercitando bastante é a escuta ativa e aberta para o outro". (André Mustafá)


"Viva a cultura afro-brasileira!!!! Vida longa ao Programa Alem da Rua que inspira seus educadores a pensar o presente e avançar ao futuro (como um sankofa); sempre atento ao seu passado e o que os antigos nos ensinaram". (André Mustafá)

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