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22/11/2016

EMPREENDEDORISMOS SOCIAIS - O que fazemos!?



Com a chegada no Programa Alem da Rua do estagiário Luis Felipe da PUC e a parceria desta universidade com o Instituto Padre Haroldo com o Projeto PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS ..., o abrigo Especializado Casa Esperança foi agraciado para o desenvolvimento de seu cronograma empreendedor.

 





Nesta Oficina de Empreendedorismo, tivemos alguns excelentes direcionamentos tanto em atividades em grupo, quanto nos produtos de adolescentes mais organizados e comprometidos com a proposta do Projeto. O Arte-educador André Mustafá, junto com o estagiário compreendendo a importância do trabalho em grupo, da distribuição das tarefas e responsabilidades dentro e fora da Oficina de Artes (local de pesquisa e produção) e comprometimento com o afinco diário, os adolescentes iniciaram uma compreensão sobre universo empreendedor.








Conseguimos direcionar o olhar dos adolescentes para pesquisa de mercado e produtos, preenchimento de canvas e planilha de custos, processos, acabamento das peças, qualidade e prazos nos serviços, atendimento a clientes do entorno do Abrigo, embalagem e divulgação dos produtos junto às instituições parceiras e em mídias sociais. Isso tudo ampliou nos adolescentes envolvidos um entendimento de equipe e importância de cada tarefa realizada. Ampliamos também o olhar dos adolescentes sobre pré-produção, produção e pós-produção. Como dividir os lucros, como repor material e o que fazer com as porcentagens que retorna para os adolescentes.







Os adolescentes podem compreender todo o processo, dede a visita nas lojas para a compra dos produtos, sabendo os preços iniciais, de entender como valorar e valorizar os processos e como dar preço final. A ideia da Oficina é criar autonomia dos adolescentes para suas vidas no desenvolvimento de qualquer atividade profissional, estudantil e comunitário.





"(...) transformava o mundo e suas questões. E isso é ampliação de repertório. É comunhão. É rito. É educare (conduzir para fora). Isso sempre me revolveu internamente. Esses autores me conduziram a outro plano: o da revolução!!!! Mas não de uma revolução partidária e sim da critica-criativa. Aqui foi o cerne de minhas questões quando se fala de Arte-educação, pois Arte é o retorno incessante em si mesmo, um olhar para o vazio do humano... do cachorro enfurecido e não mais adormecidos em seu subconsciente... o silêncio cheio de gritos, a Arte dissolve, detona o mundo morno. A Arte dialoga com a educação quando não quer trazer respostas prontas, direcionando o olhar para um ponto fixo, criando procedimentos unilaterais, sistemas absurdo... (André Mustafá)




"(...) a Arte é a primeira a fugir de construções, de formulas prontas, cartilhas reguladoras... Arte é a demolição constante do estático. Está em cíclica remodelagem. Assim ser arte-educador é uma constante reconstrução do individual para que esse repense constantemente o espaço comum e incomum. Construir para desconstruir. Como já dizia Paulo Freire: "educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante".
(por André Mustafá)


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