Casa Esperança - Programa Além da Rua

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13/06/2016

JUNHO CRIATIVO NO PROGRAMA ALEM DA RUA

Viva Santo Antonio!!!! Viva o amor e o casamento!!!! Viva a Família e os amigos.


CONTINUAMOS COM PINTURAS EM CAMISETAS




O Adolescente pediu uma mega camisa XXGG, dai pensou em um desenho muito difícil; um castelo com um duende na frente... Então pediu ajuda ao arte-educador (André Mustafá) e vem pintando com pincel e criando laços dentro da Oficina. Mais alem do que "laços", ele vem refletindo sobre seus passos... um espaço para ele respirar sua vida.



Outros adolescentes se inspiraram e também seguiram os paços do primeiros adolescente: agora eles pintam camisas e vestem seus próprios desenhos.




Tivemos no inicio do mês de junho a participação do Rapper Renan Inquérito que bateu um super papo conosco no Instituto (Auditório Antonio Orlando). O Local lotou de adolescentes de nossos serviços e também da comunidade do entorno.


"O hip-hop há muito tempo já vem sendo usado como ferramenta pedagógica em Fundações CASA, presídios, escolas e agora em algumas universidades. No Brasil isso é novo, mas em outros países já acontece faz tempo. Acredito numa invasão da sociedade na universidade, mas isso só acontecerá quando a Universidade quiser também invadir a sociedade. Não concordo com o encastelamento acadêmico, com essa muralha do conhecimento."


"...É uma discussão superficial. Quando você coloca que 80% das pessoas no País são a favor de reduzir a maioridade penal é a mesma coisa que dizer que 80% dos eleitores de São Paulo votaram no Tiririca. Ou seja, estamos abrindo outra discussão: não é se o Tiririca é bom ou não, mas onde é que está o consentimento político da população. Essas pessoas que são favoráveis a diminuir a idade penal são alimentadas por programas policiais que passam no horário de pico da televisão brasileira. (...)"

 

A Comunidade vem procurando nossa Oficina de Artes, se aproximando vagarosamente. E em junho tivemos a proposta de uma comerciante da região que nos solicitou a reforma de duas de suas prateleiras. Reunimos o Educador Gustavo e um de nossos adolescentes. Propomos a atividade e como ficaria os custos do serviço. O comerciante aprovou e formos ao trabalho.



Em uma das escola publicas de Campinas, na qual o Programa Alem da Rua realiza parcerias, o arte-educador André Mustafá foi convidado para ministrar aulas de grafite. Iniciamos em sala exercitando os traços, criando vínculos e desenvolvendo identidade criativa. 

 




 Outros passos da Oficina de Grafite, foi a experiência com o objeto spray que é uma outra forma de escrever e desenhar. Uma outra linguagem: exercitar o desenho em folhas na vertical (como em uma parde), dosar o bico do spray para as gradações das cores, firmeza dos traços, experienciar o cheiro forte da tinta aerosol e o contato com outras formas de borrões e manchas nas roupas e mão.






Os adolescentes da Escola não imaginavam que cada desenho criado por eles poderia compor um grande painel. Estamos ampliando um repertório artísticos e principalmente estetístico do olhar nesse novo mundo. O Exercício intelectual da forma e quantas coisas ela pode nos dizer e nos alimentar... nos provocar...nos repelir e nos atrair.





Saindo da sala e do modelo (papel painel) formos para a primeira parede da Escola e iniciamos um desenho simples com os adolescentes. E fomos descobrindo as texturas da parede.










ESPETÁCULO ARACELI REUNE PROGRAMA ALEM DA RUA

No dia 18 de maio, o Programa Alem da Rua do Instituto Padre Haroldo esteve presente com o espetáculo O Presente de Araceli que uniu nossos serviços e os atendidos de cada setor: Casa Verde, Casa Esperança e Circulando. 





18 de Maio - Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Mobilização para a data

O dia 18 de maio foi instituído em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. O evento foi organizado pelo Centro de Defesa de Crianças e Adolescentes (CEDECA/BA), representante oficial do Ecpat, organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia. O encontro reuniu entidades de todo o país. Foi nessa oportunidade que surgiu a ideia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.

 



De autoria da então deputada federal Rita Camata (PMDB/ES) - presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente do Congresso Nacional -, o projeto foi sancionado em maio de 2000.
Desde então, a sociedade civil em Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes promovem atividades em todo o país para conscientizar a sociedade e as autoridades sobre a gravidade da violência sexual. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vem manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as suas Aracelis.













Símbolo


A campanha tem como símbolo uma flor, como uma lembrança dos desenhos da primeira infância, além de associar a fragilidade de uma flor com a de uma criança. O desenho também tem como objetivo proporcionar maior proximidade e identificação junto à sociedade, proximidade e identificação com a causa.
Esse símbolo surge durante a mobilização do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes de 2009. Porém, o que era para ser apenas uma campanha se tornou o símbolo da causa, a partir de 2010.
Para alcançar esse objetivo, é necessário que a sociedade em geral Faça Bonito na proteção de nossas crianças e adolescentes.




Chamada
O slogan Faça Bonito - Proteja nossas crianças e adolescente quer chamar a sociedade para assumir a responsabilidade de prevenir e enfrentar o problema da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes no Brasil.

Lei
Lei 9.970 – Institui o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-juvenil
Art. 1º. Fica instituído o dia 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.


O Espetáculo está tomando mais forma junto com a direção de Valdir Senhorino e André Mustafá e o Coletivo Artístico do Programa Alem da Rua. Estamos montando um cronograma para 2017.

18 de MAIO - Espetáculo Araceli

Araceli Cabrera Sánchez Crespo (Vitória, 2 de julho de 1964 – Vitória, 18 de maio de 1973) foi uma criança brasileira assassinada violentamente em 18 de maio de 1973 por Paulo Constanteen Helal e Dante Michelini. Seu corpo foi encontrado somente 6 dias depois, desfigurado por ácido e com marcas de extrema violência e abuso sexual. Os autores do crime, pertencentes a famílias influentes do Espírito Santo, jamais foram condenados, mesmo com fortes evidências de que este não foi o primeiro crime da dupla. Posteriormente, a data da morte de Araceli foi transformada no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes pelo Congresso Nacional.


O crime

Araceli era a segunda filha do eletricista Gabriel Crespo, e da boliviana radicada no Brasil Lola Sánchez. Viviam numa casa modesta, na rua São Paulo (hoje rua Aracele Cabrera Crespo), no bairro de Fátima, na cidade de Serra, vizinha à Vitória[1] [2] . Em 18 de maio de 1973, a ausência de Araceli foi notada pelo pai quando a menina não voltou para casa depois da escola, o Colégio São Pedro, em Vitória[3] . Pensando se tratar de um sequestro, distribuiu fotografias da filha aos jornais locais[3] .


O corpo da menina Araceli foi encontrado 6 dias depois, nos fundos do Hospital Infantil de Vitória (Hospital Jesus Menino)[4] . Uma das hipóteses era de que a menina teria sido mandada pela mãe para entregar um envelope a Jorge Michelini, tio de Dantinho, um dos suspeitos de sua morte[4] . Chegando lá, os acusados a teriam drogado, estuprado e assassinado num apartamento do Edifício Apolo, no centro de Vitória[4] . Porém, de acordo com a promotoria (e depoimento de Marislei Fernandes Muniz), Araceli esperava o ônibus depois da escola, quando Paulo Helal, que estava em seu Mustang branco, pediu para Marislei dizer à menina que "Tio Paulinho" a chamava para levá-la para casa.

Foi comprovado que a menina foi mantida em cárcere privado por 2 dias, no porão e no terraço do Bar Franciscano, que pertencia à família Michelini. Tudo sendo do conhecimento de Dante Michelini, pai de um dos acusados, conhecido como Dantinho. Os rapazes, sob efeito de barbitúricos, teriam lacerado a dentadas os seios, parte da barriga e a vagina da menina[4] . A menina foi levada agonizante ao Hospital Infantil, mas não resistiu. Os acusados ainda permaneceram com o corpo; mantiveram-no sob refrigeração e jogaram-lhe um ácido corrosivo para dificultar a identificação do cadáver de Araceli[4] . Em seguida, jogaram os restos mortais da menina num terreno próximo ao mesmo Hospital Infantil.



Os suspeitos do crime eram pessoas pertencentes a duas famílias influentes do Espírito Santo. Os nomes dos envolvidos no caso eram Paulo Constanteen Helal, conhecido como Paulinho, e Dante Michelini Júnior, conhecido como Dantinho. Este último era filho do latifundiário Dante Michelini, influente junto ao regime militar[4] , enquanto Paulinho era filho de Constanteen Helal, de família igualmente poderosa. Eles eram conhecidos na cidade como usuários de drogas que violentavam garotas menores de idade. O bando teria sido responsável também pela morte de um guarda de trânsito que havia lhes parado[4] . Ambos foram citados nos artigos 235 e 249 do Código Penal.[5] Também foi apontada como suspeita a própria mãe de Araceli, Lola Sánchez, que teria usado a própria filha como "mula" para entregar drogas a Jorge Michelini.[3] Lola seria um contato na rota Brasil–Bolívia do tráfico de cocaína, e desapareceu de Vitória em 1981[3] , residindo atualmente em seu país de origem. O pai de Araceli, Gabriel Crespo, faleceu em 2004[1] .


Apesar de Paulo e Dantinho serem os principais suspeitos, e de haver testemunhas contra eles, jamais foram condenados pela morte da Araceli. De acordo com o relato de José Louzeiro, autor do livro Araceli, Meu Amor, o caso produziu 14 mortes, desde possíveis testemunhas, até pessoas interessadas em desvendar o crime[4] . Ele próprio, enquanto investigava o crime em Vitória para produzir seu livro-reportagem, teria sido alvo de uma tentativa de "queima de arquivo". De acordo com ele, um funcionário do hotel onde o escritor estava hospedado, pertencente à família Helal, teria lhe alertado de estar correndo risco de morte[4] . A partir de então, Louzeiro passou a preencher ficha num hotel e se hospedar em outro[4] .

Araceli foi sepultada, 3 anos depois, no Cemitério Municipal de Serra/Sede, no túmulo de número 1213, na cidade onde habitava[6] .



Investigações

Após o sargento José Homero Dias, quando estava prestes a finalizar as investigações, ser morto com tiros nas costas, o caso ficou esquecido por algum tempo[3] . Clério Falcão, vereador que se elegera deputado estadual com a promessa de levar o caso Araceli ao fim, conseguiu a constituição de uma CPI na Assembleia Capixaba[3] . Esta concluiu que houvera omissão da polícia local, interessada em manter distantes das suas investigações os reais assassinos, que eram figuras de prestígio[3] . O crime repercutiu em todo Brasil, exigindo a devida apuração e a punição dos culpados[3] .




A testemunha-chave do caso foi Marislei Fernandes Muniz, antiga amante de Paulo Helal, que declarou que Araceli fora violentada e dopada com forte dose de LSD, à qual não resistiu[3] . O corpo da menina Araceli permaneceu no Instituto Médico Legal de Vitória até outubro de 1975, quando foi enviado para necrópsia em Rio de Janeiro, sendo sepultado no ano seguinte,1976, em Serra[3] . O perito carioca Carlos Eboli constatou que a causa mortis fora intoxicação exógena por barbitúricos, seguida de asfixia mecânica por compressão[3] .

 


A partir de então, as famílias Helal e Michelini contrataram os 12 melhores advogados de Vitória[4] para destituir as provas do crime[3] . Em 1980, Dantinho e Paulinho foram condenados pelo Juiz Hilton Sily a 18 e 5 anos de reclusão, respectivamente[3] . Entanto, a sentença foi anulada[4] . Num novo julgamento, em 1991, foram absolvidos[4] . Desde então, de acordo com Louzeiro, se tornaram "senhores acima de qualquer suspeita"[4] .



Essa pintura foi realizada no dia 18 de maio de 2016 em Campinas- SP pelo arte-educador André Mustafá e a proposta foi feita no chão por crianças e posteriormente recebeu chuva e desalento de todos que por ali passaram. Assim relembramos a história de 43 anos atrás. 

"O esquecimento não foi esquecido, mas se perdeu no tempo e em nossos corações frios e petrificados com a desternura" (André Mustafá)